O Final de Todas as Coisas

Lição 7

As Bodas do Cordeiro

Nas Bodas do Cordeiro Todos os Salvos em Jesus Cristo Estarão Reunidos na Mesa do Rei, e Para Sempre Estaremos com o Senhor

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Hinos sugeridos pela lição

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Nº 457 O festim de glória
Nº 492 Jesus Virá do Céu

Lições bíblicas adultos
3º trimestre 2020
O Final de Todas as Coisas
Esperança e glória para os salvos
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AS BODAS DO CORDEIRO

Sabemos que a escatologia não é um tema dos mais fáceis. Há diferentes opiniões e posicionamentos sobre o assunto, portanto devemos respeitar quem pensa diferente da posição que defendemos.

A Bíblia em diversas passagens descreve o relacionamento entre Jeová e Seu povo, ou entre Cristo e Sua Igreja, sob o especto do relacionamento que há entre o noivo e a noiva (cf. Is 50; 54; Ef 5:32; Ap 21:9).

Para compreendermos melhor esse assunto, é importante conhecermos um pouco mais sobre como ocorria o casamento judaico:

Primeiro havia um contrato de casamento, um compromisso muito mais sério do que o noivado que conhecemos na atualidade. Na presença de testemunhas, os termos do casamento eram apresentados e acoites e, então, a bênção de Deus era declarada sobre a união. A partir desse momento o noivo e a noiva já eram legalmente casados.

Depois disso, ocorria um período de intervalo entre o contrato de casamento e a festa de casamento. Era geralmente nesse intervalo que o noivo pagava um dote ao pai da noiva (se ainda não tinha sido pago na cerimonia de contrato).

No final do período de intervalo, acontecia uma procissão. Na ocasião a noiva se preparava e se adornava. Então o noivo, vestido adequadamente e, acompanhado por seus amigos que cantavam e carregavam tochas acesas, se dirigia até o local onde o contrato havia sido firmado (geralmente a casa da noiva).

Então o noivo recebia a noiva e a conduzia, ainda em procissão, à sua própria casa ou à casa dos seus pais. Muitas vezes as bodas ocorriam entre a casa dos pais do noivo, a casa da noiva, e a futura casa do casal. As bodas, que incluía a ceia, duravam entre sete e quatorze dias. Uma referência clara aos costumes do casamento judaico pode ser encontrada na Parábola das Dez Virgens (Mt 25).

Agora podemos claramente perceber a comparação que há entre as bodas de um casamento judaico e a relação entre Cristo e Sua Igreja. O contrato de casamento já está firmado. Cristo, o Noivo, já pagou o dote por Sua noiva, derramando Seu próprio sangue. Já está tudo oficializado, e isso é irrevogável.

Agora estamos no intervalo, que é o período entre a ascensão de Cristo ao céu e Sua segunda vinda. É nesse período que a noiva se prepara, se adorna, e se veste de linho fino, ou seja, seu caráter é santificado, ela está vestida de justiça, suas vestes foram lavadas no sangue do Cordeiro. Sua justificação é puramente pela graça soberana de Deus.

A noiva do Cordeiro é santa, fiel, e espera pacientemente pelo fim do intervalo e, ansiosa, tem a certeza da vinda do Noivo. Quando o período de intervalo chegar ao fim, o Noivo virá para receber a Sua noiva, acompanhado por anjos de glória. Então a festa de casamento começará.

O versículo 7 do capítulo 19 do livro do Apocalipse se refere exactamente a esse momento glorioso: “Regozijemos-nos, e alegremos-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou “.

É importante notar a forma com que o Apóstolo João organizou esse texto no conteúdo do livro. O Apocalipse é organizado em sete seções paralelas e progressivas, ou seja, ele conta a mesma história várias vezes, porém em cada uma delas a narrativa vai ficando mais intensa, mais clara e detalhada. Saiba mais sobre isso no texto “Como estudar o livro do Apocalipse? “.

Os capítulos 17, 18 e 19 formam a sexta sessão paralela do Apocalipse. Perceba o contraste tão característico desse livro. Nos capítulos 17 e 18 temos a descrição da queda da Grande Babilónia, a mãe das meretriz.

Já no capítulo 19 essa descrição continua, porém agora temos os detalhes de dois banquetes: o banquete do casamento entre a noiva e o Cordeiro (vers. 1-9), e o banquete da queda da prostituta e dos agentes do Dragão (vers. 17,18). De um lado vemos o céu em grande exultação, participando das Bodas do Cordeiro, e do outro vemos um grande terror, com as aves sendo convidas a comerem a carne dos adoradores da besta, aqueles que foram seduzidos pela prostituta. Enquanto a noiva é honrada, a prostituta é julgada. Enquanto a prostituta diz “Ai” a Igreja diz “Aleluia”.

Particularmente não consigo concordar com a ideia de que as Bodas do Cordeiro durarão apenas sete anos. Esse não é o objetivo do relato da revelação que o Apóstolo João teve, ao contrário, aqui temos a nítida certeza de que essa festa durará para sempre, a comunhão sem igual entre o Redentor e Seus redimidos nunca mais terá fim.

Esse é o momento da grande vitória do Cordeiro de Deus, é o clímax da História, uma História que começou com a noiva sendo escolhida em Cristo desde a eternidade. Durante toda a dispensação do Antigo Testamento essa grande festa foi anunciada. Então Jesus veio, pagou o dote e comprou Sua noiva. Agora resta apenas esse momento tão esperado, onde haverá a completa realização de todas as promessas de Deus.

As Bodas do Cordeiro deve ser o momento mais aguardado por todos os verdadeiros seguidores de Cristo, independente da posição escatológica adotada. Apesar de haver diferentes opiniões, a verdade é que essa festa não será cancelada, e esse grande dia chegará, onde nosso Noivo virá e separará as ovelhas dos bodes, o trigo do joio, os santos dos ímpios. E você? Está preparado para esse momento? De qual banquete você participará?

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