EBD - Escola Bíblica Dominical

Lição 12

Quando Deus se Revela ao Homem

Já se perguntou o quanto Deus é grande, infinito, e que não cabe em nossa imaginação? E nós, seres pequenos, tão limitados e injustos?

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I – A REVELAÇÃO DE UM DEUS PESSOAL 

  1. O Deus que tem voz. O Altíssimo havia falado nos dois primeiros capítulos, mas essa fala era totalmente desconhecida por e seus amigos ao longo do livro. Assim, até o capítulo 38, houve muitas falas sobre Deus. Jó falou, sua mulher e seus amigos falaram. Todavia, Deus mesmo no falou durante todo esse período. Ele estava o tempo todo presente, mas sem dizer nada a Jó. Até que quebrou o silêncio: “Depois disto, o SENHOR respondeu a Jó de um redemoinho” (Jó 38.1). 
  2. A poderosa manifestação de Deus. A cena, sem dúvida, é impactante, parecida com a da pesca maravilhosa (Lc 5.1-11).Quando Simão Pedro, após seguir a orientação de Jesus, pegou uma grande quantidade de peixes ao recolher as redes que havia lançado, imediatamente exclamou: “Senhor, ausenta-te de mim, por que sou um homem pecador” (Lc 5.8). A Majestade divina impactou Pedro. 

Não foi diferente com o patriarca Jó. Ele ouviu a voz que tanto ansiava por ouvir. O Altíssimo revelou-se pessoalmente. Jó estava diante de uma manifestação teofânica de Deus, e Este falava-lhe do meio de um redemoinho. Essa forma de manifestação divina é confirmada ao longo das Escrituras, como, por exemplo, com Moisés (Êx 19.16-19). Isso mostra que Deus não é impessoal. Pelo contrário, Ele é um Ser que se revela e fala com homens. Jó teve a sua vida transformada depois de ouvi-lo. 

  1. O Deus que está presente. Expositores bíblicos destacam que Deus se revela como “Jeová’, o Deus do pacto. Entre os capítulos 3 e 37 aparecem várias referências a Deus como El Shaddai, o Deus Todo-Poderoso. Na teologia tradicional exposta pelos amigos de Jó essa era uma forma fria e distante de se referir  a Deus. Um Deus que existe, mas que está longe dos homens. Dessa forma El Shaddai era, no entendimento deles, o nome que identificava Deus como forte e poderoso, mas distante e indiferente. Essa visão tradicional de Deus acabou por exaltar sua soberania, mas diminuir sua compaixão e misericórdia. 

Nesse contexto, Jó clama por encontrar a Deus, chegar ao seu trono (Jó 23.3,8,9). Esse era o grande dilema do homem de Uz: pensar que Deus o havia abandonado. O patriarca nada sabia dos bastidores celestiais, onde o Diabo apostou na sua falta de integridade. Ele não sabia a razão do silêncio de Deus, daí toda a sua angústia e desespero por se sentir sozinho e abandonado. Para ele, o Criador se escondeu para não ouvir sua defesa. Mas o grande propósito do Livro de Jó revela que, mesmo quando estamos às escuras, andando somente por fé, e não por vista, Deus está presente e próximo de nós. 

II – A REVELAÇÃO DE UM DEUS SÁBIO  

  1. Na mecânica celeste. Deus convida Jó a contemplar o universo e vê-lo como funciona (Jó 38). Há uma mecânica celeste que rege os fenômenos naturais de forma que garanta sua perfeita regência. O Criador desafia Jó a contemplar tudo isso e ver como seu funcionamento harmônico atende a um propósito superior. De fato, o salmista disse que “os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19.1). Jó se comportara como um grande sábio, mas Deus mostrou-lhe que ele nada sabia. Por isso, o Criador o desafia a contemplar o mar e o sol (Jó 38.8-15), pois ele nada sabia da origem dos oceanos, da grandeza da luz solar e, menos ainda, das dimensões da Criação. 
  2. Na dinâmica da vida. Se Jó nada  sabia sobre a ordem da criação, muito menos sabia sobre a providência divina para mantê-la (38.39-41). Jó deveria ser capaz responder às seguintes questões Como veio a existir a Criação? Como ela é preservada? Saberia Jó explicar  como Deus faz para alimentar os leões e  seus filhotes? Como as cabras monteses Conseguiam dar cria a seus filhotes e protegê-los dos predadores (39.1-4)? E sobre o jumento e o boi selvagem? O avestruz? 0 cavalo de guerra? O falcão? A águia? 

Está claro que há uma providência divina que preserva as coisas criadas,  pois todos esses animais foram projetados por um design inteligente com suas peculiaridades, modo de ser e de viver. Se Jó não sabia como explicar como eles viviam e se comportavam, o que o levava a pensar que poderia discutir com Deus de igual para igual? Era hora, portanto, de reconhecer o seu lugar e se humilhar diante da majestade divina.

  1. Na necessidade de se conhecer melhor a Deus. Era preciso que Jo contivesse seu orgulho. De fato, ele falou muita verdade sobre Deus, mas ignorou o quanto não sabia acerca do Criador. A revelação de Deus sobre a mecânica celeste e da vida não foi uma censura à integridade e sinceridade do patriarca. Aos olhos de Deus, ele permanecia um homem justo e íntegro, mas falto de humildade, pois agiu de forma presunçosa ao questionar a majestade divina. Era necessário, portanto, que conhecesse melhor a Deus. 

Cada contorno da Criação, cada formação de uma vida e cada ato de preservação da Criação é Deus dando-se a conhecer ao ser humano. Reconheçamos o agir do Criador no universo e em nossa vida.

III – A REVELAÇÃO DE UM DEUS PODEROSO E JUSTO 

  1. O Behemot o Leviatã. Nos capítulos 40 e 41, Deus faz referências a duas grandes criaturas. Ele chama a  atenção de Jó para a natureza indomável desses animais, a fim de ilustrar seu  poder divino. Algumas Bíblias traduzem esses termos como hipopótamo e crocodilo, respectivamente. Enquanto o Behemot representava a força bruta de um animal por excelência, o Leviatã se parece mais com uma criatura com poderes sobrenaturais. Ele se apresenta, por exemplo, dessa forma em Isaías 27. Assim, o Behemot e o Leviatã representam o ápice da força tanto natural como sobrenatural, assim como é o inexplicável e maravilhoso mundo criado por Deus. Mesmo poderosos, Behemot e Leviatã estavam debaixo da mão de Deus.
  2. Justiça e graça. Se Jó não é capaz de lidar nem com Behemot nem com o Leviatã, então, como poderia tratar desse mundo complexo? Ele agiria com justiça ao tratar dos complexos dilemas humanos? Deus deseja mostrar a Jó o seu erro ao dizer que o Criador não havia sido justo com ele nem com o ímpio (Jó 6.29; 27.1-6; 21.29-31; 24.1-7). Nesse sentido, Jó seria capaz de tratar com o mundo de forma melhor que Deus, como deu indiretamente a entender nas sua argumentações?

Ele não era capaz de domar sequer duas criaturas criadas por Deus. Logo, jamais poderia ser igual ou mais justo que o próprio Criador, nem, muito menos, auto justificar-se diante dEle. Só a graça de Deus poderia justificá-lo. Ele dependeria somente da graça divina. Não há nada que possa justificar o ser humano diante de Deus, senão a sua maravilhosa graça (Ef 2.8).   

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