O Verdadeiro Pentecostalismo

Lição 3

O Batismo no Espírito Santo

O Batismo no Espírito Santo é uma experiência distinta da salvação. Ele reflete a busca por uma aproximação mais pessoal do crente com Deus.

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O Batismo no Espírito Santo é uma experiência distinta da salvação. Ele reflete a busca por uma aproximação mais pessoal do crente com Deus. Por isso, e de modo geral, o movimento pentecostal tem a vocação de fazer oposição contra uma formalidade intelectual da vida cristã.

A maravilhosa experiência do Espirito capacita o crente a ser eficaz no testemunho do Evangelho ao mundo, e não por refinamento formal e intelectual, embora este possa ter um importante papel desde que esteja sob o domínio do Espírito.

Quando a Palavra de Deus é proclamada sob o poder do Espírito, sua veracidade é confirmada. Assim, é o Espírito que confirma a Palavra, não o formalismo intelectual e os padrões humanos de convencimento. Portanto, é preciso desejar essa experiência, comunicá-la e estimulá-la entre os alunos. Uma vida sob a virtude do Espírito é a vontade de Deus para a eficácia da evangelização

I – O QUE SIGNIFICA ”BATISMO NO ESPIRITO SANTO”?

O Novo Testamento nos ensina que a salvação é uma coisa e o batismo no Espírito é outra. São duas bênçãos espirituais distintas concedidas por Deus em Cristo.

1- O fenômeno do Pentecoste (vv.2-4). João Batista anuncia que Jesus é o que batiza no Espírito Santo (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc3.16; Jo 1.33). Nesse sentido, batizado no Espírito Santo é identificado como receber poder do alto e a ”promessa do meu Pai” (Lc 24.49). Os discípulos deveriam esperar o seu cumprimento em Jerusalém (At 1.4-5). Não há dúvida de que a descida do Espírito no dia do Pentecostes é uma referência esse batismo (vv.2-4).

Chegamos a essa conclusão também pela explicação do apóstolo Pedro aos demais apóstolos (At 11.15-16). Isso reforça a ideia de que ”Cheios do Espírito Santo” no presente ter contexto se refere a ser ”batizado no Espírito Santo”, mas em outras partes do novo testamento indica uma vida na plenitude e no fervor do Espírito (At 4.8-31; 7.55; 13.52; Ef 5.18)

2- Duas bênçãos distintos. Quem Nasceu de novo tem o Espírito Santo (Jo 3.5-8). Essa verdade é ensinada por clareza no Novo Testamento. O Espírito habita em todos os crentes em Jesus, sejam eles Pentecostais ou não (1Co 3.16; 6.19). Quem não tem o espírito não é cristão (Rm 8.9). Sabemos que a experiência de ser batizado no Espírito Santo é distinta da experiência da conversão porque os discípulos já tinham a vida eterna e o Espírito mesmo antes do dia de Pentecoste (Lc 10.20; Jo 20.22).

Todos os presentes No cenáculo por ocasião da descida do Espírito eram crentes, e isso confirma a nossa doutrina Pentecostal de que a benção de ser batizado no Espírito Santo é distinta da conversão (At 8.12-17; 9.17; 19.2-6).

3-  Conceito teológico. Ser batizado no Espírito Santo inicia o crente no serviço e não na salvação. Isso significa ser revestido do Poder do alto e diz respeito à capacitação dos crentes em Jesus para Estação do evangelho e edificação espiritual (Lc 24.49). Trata-se de uma experiência que ocorre após ou junto á regeneração (At 9.17; 10.44-48).

Todas as promessas sobre o batismo do Espírito Santo se cumprir integralmente no derramamento de Pentecostes e continuam até à atualidade. Cremos e ensinamos que tal experiência Deus disponibilizou para todos os crentes, homens e mulheres, jovens e idosos, escravos e livres (At 2.18)  em todos os lugares em todas as épocas (At 2.38-29).

II – O PROPÓSITO NO BATISMO NO ESPIRITO

Considerando que ser batizado no Espírito Santo não é salvação, e ambas as experiências são coisas distintas, como verdade Pentecostal fundamentadas de maneira robusta no Novo Testamento, então, é necessário saber qual o propósito desse batismo.

1 – Finalidade. O propósito Central é a capacitação do Espírito para o serviço Divino como: a) o poder para uma vida são tem serviço eficaz; b) a pureza ou Santificação simbolizada pelas línguas de Fogo (Mt 3.11; At 15. 8-9); c) o revestimento pleno do Poder de Deus, ”todos foram Cheios do Espírito Santo”; d) a proclamação ou o testemunho de Cristo (At 1.8)  concedido de várias formas pelo Espírito: ”segundo o Espírito Santo lhe concedia que falassem”.

2 – A capacitação do Espírito. É do conhecimento da maioria que a ideia do termo ”batismo” é imersão; ser batizado significa ser mergulhado. As expressões como ”derramar” o Espírito sobre os irmãos e as irmãs ou ”serem cheios” do Espírito para se referir ao batismo no Espírito Santo podem lançar luz sobre o propósito dessa promessa, pois, ser imerso significa capacitação, isso é a revelação do Mistério de Deus (Ef 3.5), Poder para testemunhar de Jesus (At 1.8), profetizar (At 11.28) e realizar milagres (Rm 15.19).

3 – Uma necessidade real e atual. O Espírito Santo veio no dia de Pentecostes porque os discípulos precisavam que a sua mensagem fosse revestidas de poder para salvar os pecadores (Lc 24.47-49; At 1.8). Como receber esse batismo? É o Senhor Jesus que batiza (Mt 3.16; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.33). Todos os crentes devem buscar essa promessa para sua edificação e crescimento espiritual.

Não existe regras rígidas do novo testamento para recebê-lo, pois Deus atende a casos individuais de modos diferentes, mas é necessário arrependimento sincero, fé nas promessas do batismo no Espírito, oração e paciência (At 2.38-39; Lc 11.9-13).

III – O REVESTIMENTO E A EVIDÊNCIA DO BATISMO NO ESPIRITO SANTO

Nem todos os crentes em Jesus são batizados no Espírito Santo, apesar de a promessa divina ser para todas as pessoas que se convertem ao Senhor Jesus em todos os lugares em todas as épocas; mas todas elas têm o Espírito Santo (Rm 5.5).

1 – As ”outras línguas”. As ”outras línguas”, a glossolalia, são ininteligíveis, a evidência externa, física e inicialmente o batismo no Espírito Santo (vv.3,4). Mas, não só isso. Note que a nossa Declaração de Fé das Assembleias de Deus acrescenta: ”mas somente a evidência inicial a evidência continua da presença especial do Espírito como o ‘fruto do Espírito’ (Gl 5.22)  e a manifestação de dons (1 Co 14.1)”.

Sua fonte é o próprio Espírito Santo (vv.8,11). Em línguas os discípulos falavam das ‘grandezas de Deus’ (v.11) e, na casa de Cornélio todos ”os ouviram falar em línguas e magnificar a Deus” (At 10.46).

2- Função das línguas. Elas sinalizam a presença do Espírito. O dom de línguas, pelo que se vê nos Capítulos 12 a 14 de 1 Coríntios, está associado à oração pessoal (1 Co 14.13-23). As línguas, em Atos, indicam o recebimento do Poder Profético (2.4; 19.6). As línguas as cartas Paulinas são também importantes, pois o apóstolo as descreve como língua do Espírito, por meio das quais conversamos com Deus em mistério; por meio delas oramos em espírito e louvamos a Deus (1 Co 14.14,16,17).

Esse dom, sem dúvida, é muito útil para a oração, as evoluções pessoais e o desenvolvimento de nossa sensibilidade ao Espírito 91 Co 14.2). Foram as línguas que sinalizaram o batismo de Cornélio (At 10.47). Que sinal tangível levou Simão Samaritano a desejar esse dom? (At 8.18).

3 – Atualidade das línguas. A promessa de ser batizado no Espírito Santo é para toda a igreja. Isso engloba todos os Cristão em todos os lugares e em todas as eras (Jr 2.28-32; At 2.16-21), de modo que as línguas são inseparáveis o batismo no Espírito. Dos três sinais Sobrenaturais Manifesto no dia do Pentecostes com a descida do Espírito Santo, somente o ”falar em outras línguas” (v.4) veio para ficar, ele se repete (At 10.44-47; 16.6).

Mas, os outros dois: ” um som como de Vento veemente é Impetuoso ” (v.2) e ”línguas repartidas, como que de Fogo” ocorreram uma só vez, se eles não se repetem nunca mais.

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