Os Valores do Reino de Deus

Lição 1

O Sermão do Monte: o caráter do Reino de Deus

Vivemos uma degradação de valores em nossa sociedade. Por isso, neste trimestre, tem o privilégio de estudar os valores do Reino de Deus revelados no Sermão do Monte.

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I- A ESTRUTURA DO SERMÃO DO MONTE

1- Por que Sermão do Monte?

A introdução do capítulo 5 de Mateus (os dois primeiros versículos) anuncia o título do Sermão do Monte. De acordo com Mateus 8.1,5 e Lucas 7.1 é admissível que esse monte estivesse perto de Cafarnaum. Geograficamente, diz-se que ele estava situado a 6,5 quilômetros a oeste do Mar da Galileia e 13 quilômetros a sudeste de Cafarnaum. No monte do sermão, nosso Senhor assentou e ensinou aos seus discípulos.

2- A estrutura do Sermão do Monte.

Para alguns estudiosos, o Sermão do Monte se fundamenta na narrativa que começa em Mateus 1.4-16. O desdobramento dela envolve a genealogia de Jesus e os sete cumprimentos proféticos que aparecem nesse Evangelho:

1) Emanuel (1.23);

2) Nascimento em Belém (2.6);

3) O chamado do Egito (2.15);

4) O choro de Raquel (2.18);

5) Chamado de Nazareno (2.23);

6) João Batista: uma voz no deserto (3 -3);

7 ) Uma grande luz (4.14-16).

Assim, toda essa estrutura precede os cinco grandes discursos do Sermão do Monte:

1) As Bem-Aventuranças (5.3-12);

2) Sal e luz (5.13-16);

3) Jesus é o cumprimento da Lei (5.17-4 8 );

4) Os atos de justiça (6 .1-18 );

5) Declarações de sabedoria (6.19-7.27).

Como um desdobramento em toda narrativa messiânica do evangelista Mateus, o Sermão do Monte deve ser compreendido e valorizado a partir da autoridade e a messianidade de Jesus para chamar pessoas a viver uma vida nova no Reino de Deus.

3- A quem se destina o Sermão do Monte?

Os ensinos do Sermão do Monte podem ser considerados os princípios esboçados por Cristo , que revelam a verdadeira característica do seu reino messiânico. A princípio, podemos dizer que o Sermão do Monte foi direcionado aos discípulos (Lc 6.20), mas também à boa parte da multidão que o ouvia (Mt 7.28; Lc 6.17). Por tanto , o Sermão do Monte é destinado a todo crente que nasceu de novo (2 Co 5.17).

II- AS BEM-AVENTURANÇAS E O CARÁTER DOS FILHOS DE DEUS

1- O que são as Bem-Aventuranças?

A expressão “bem-aventurados” é um adjetivo plural grego, makarioi, que significa “felizes”. Essa expressão trata das qualidades presentes na vida dos que dependem de Deus, que estão sob seu domínio e soberania e seguem a Jesus com sinceridade. Ela ainda se refere tanto ao presente quanto ao futuro. Nesse sentido, o salvo está consciente das promessas divinas para o futuro, a fim de que viva piedosamente em Cristo e desenvolver as virtudes presentes no Sermão do Monte. Assim , nas palavras de nosso Senhor (Mt 5.1-11), as bem-aventuranças são o resultado da fidelidade do crente a Deus que, em qualquer circunstância, perseverar no caminho e, com isso, participa das bênçãos divinas da salvação (Ap 1.3; 14.13; 22.17).

2- O Reino de Deus e seu caráter.

No Evangelho de Mateus identificamos a chegada do Reino de Deus e a pregação de Jesus a respeito do Evangelho do Reino (3.2; 4.17,23). Mas o que seria o Reino de Deus? Na Bíblia, o Reino de Deus é comparado a uma semente, a qual se desenvolve ao longo do tempo (Mc 4.26-29), de modo que podemos falar a respeito de um Reino presente (Mt 5.3; 12.28; 19.14) e de um futuro (Mt 7.21,22; 25.34).

A expressão Reino de Deus declara a soberania, reinado e governo de Deus atuando em tudo. Podemos ainda destacar pelo menos quatro conceitos que se referem a essa expressão na Bíblia:

a) O Reino no coração. Um reinado que ocorre dentro do coração da pessoa que se rende à soberania de Deus (Lc 17.21).

b) A chegada do Reino como salvação. Quando a pessoa passa pela experiência salvífica, desfruta de bênçãos, tanto espirituais quanto materiais, reconhece e obedece ao grande Rei (Mc 10.25,26).

c) Igreja: a expressão do Reino de Deus. Constituída de pessoas com o coração regenerado é transformado e que, por isso, reconhecem Deus como soberano, a Igreja é vista como a expressão do Reino de Deus (Mt 16.17-19). d) Toda a Criação e a volta do Senhor. A imagem bíblica do governo de nosso Senhor, em que o universo será redimido e, posteriormente, haverá novo céu e nova terra, traz consigo a dimensão do Reino de Deus (Rm 8.22,23; Ap 20.6; 21.1).

3- Os súditos do Reino de Deus. A primeira seção do Sermão do Monte (5 .1-12) destaca oito qualidades que formam o caráter dos súditos do Reino de Deus:

1) O quebrantamento;

2) O choro;

3) A mansidão;

4) A retidão (justiça);

5) A misericórdia;

6) A pureza;

7) A pacificação;

8) A perseguição por causa dos valores do Reino.

Logo, espera-se que os filhos de Deus manifestem essas qualidades espirituais na vida cristã pois, sem elas, não poderemos participar do reinado divino (Mt 3.8-10). Portanto, ao praticar essas qualidades do Reino, seremos chamados de “bem -aventurados”, isto é, verdadeiramente felizes.

III- SOMOS BEM-AVENTURADOS

1- A beatitude na vida dos salvos.

Salvo em Cristo, o seguidor de Jesus vive a beatitude (isto é, estado permanente de perfeita satisfação e plenitude; estado de felicidade e serenidade) do Sermão do Monte de maneira bem-aventurada. Isso ocorre porque o discípulo de Jesus desfruta do favor de Deus e manifesta atitudes que mostram coerência com a ética do Reino de Deus: humildade, mansidão, retidão, misericórdia, pureza, pacificação, disposição para o perdão (Mt 5.1-12). É possível todo crente agir por meio dessas atitudes, pois quem passou pela experiência da salvação é transformado interiormente pela Palavra de Deus (Hb 4.12).

2- A prova de que o cristão é bem-aventurado.

O cristão que pratica as oito beatitudes do Sermão do Monte domina o “eu carnal”, vive em Cristo, entra numa nova dimensão espiritual e vive a bondade de Deus (G12.20; Fp 3.7,8 ; Rm 12.2). Assim, no Sermão do Monte, Jesus Cristo ensina que a verdadeira felicidade nada tem a ver com o que o homem moderno deseja: dinheiro , ambição e poder. A felicidade bíblica se revela em quem ama o seu inimigo, bendiz o que maldiz, faz o bem ao que o odeia e orai pelos que o maltratam e perseguem (Mt 5.44 )

O Sermão do Monte é a base ética do Reino de Deus. Nele, constatamos o lado divino de uma atitude amorosa do cristão para com Deus, bem como para com o próximo. Se cada crente fizesse do Sermão do Monte o seu norte ético de vida, as polêmicas não teriam lugar entre nós, não haveria espaço para meras opiniões intelectuais, visto que o propósito deste sermão é que cada crente seja como Deus quer que ele seja.

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