A Supremacia da Escrituras

Lição 13

A Leitura da Bíblia e a Educação cristã

Nosso objetivo nesta lição é mostrar a importância da Bíblia como uma ferramenta de ensino-aprendizagem para a vida. Como praticar a Palavra de Deus sem antes compreendê-la?

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I – A BÍBLIA É O LIVRO TEXTO DA ESCOLA DOMINICAL

1- O currículo adotado.

A Escola Dominical (ED) é por excelência “ensino bíblico”. As revistas que integram o currículo são de Lições Bíblicas. A Bíblia é o livro base para todo o seu ensino-aprendizagem (Jo 5.39). 

O currículo da ED preserva a autoridade suprema da Palavra de Deus como única regra infalível de fé e prática (2 Tm 3.14-17). Em vista disso, as doutrinas bíblicas reproduzidas no material didático servem como padrão para o viver diário e a formação do caráter cristão (Sl 119.105). O conteúdo expressa a ortodoxia professada pelas Assembleias de Deus, contribui para manter a unidade doutrinária da igreja e atua como antídoto contra as heresias.

2- A prática pedagógica.

No contexto da Escola Dominical é muito importante observar a metodologia, bem como o objetivo a ser alcançado em cada lição. Desse modo, torna-se indispensável que o texto bíblico seja o referencial permanente da prática pedagógica. Nesse sentido, o ensino não deve ser limitado a “transferência de conhecimento”, mas sobretudo, o estudo das verdades reveladas deve instruir, expor e corrigir o erro (2 Tm 3.16), a fim de produzir verdadeira transformação na velha natureza humana (Ef 4.22,23). A ED terá cumprido o seu papel educacional cristão quando for perceptível as mudanças na vida dos alunos que atestem o Novo Nascimento e o crescimento espiritual (1 Co 6.10-12).

3- O padrão ético e moral.

A Bíblia é a principal fundamentação para a ética e a moral cristã. O texto bíblico é divinamente inspirado e, portanto, permanece inalterado (Mt 24.35). Os valores cristãos são permanentes, pois sua fonte de autoridade é imutável (1 Pe 1.25). Em suma, a Palavra de Deus não pode ser relativizada, revogada ou ajustada aos interesses humanos (Is 40.8). Assim, no propósito de cumprir o seu papel de instituição educadora, a Escola Dominical também atua como multiplicadora dos princípios éticos e dos valores morais da fé cristã. A Igreja que zela pelo ensino sólido das Lições Bíblicas não é influenciada pelo erro, mas estabelece o padrão moral e ético a ser observado pelos cristãos (1 Tm 4.6; 2 Tm 3.10).

II – A EDUCAÇÃO CRISTÃ E A FORMAÇÃO DE LEITORES DA BÍBLIA

1- Conceito de Educação Cristã.

A palavra “Educação” vem do Latim “educare”, que significa literalmente “guiar”, “instruir”, “conduzir” para fora.

No texto do Novo Testamento, destaca-se a palavra grega paideia com o sentido de “instrução”. O Dicionário Bíblico Wycliffe assegura que, quando aplicada às crianças, a palavra tem sentido de treinamento e correção (Hb 12.5-11); no caso de adultos, se refere ao que desenvolve a alma, corrigindo erros e controlando as paixões (2 Tm 3.16). Em virtude disso, a Educação Cristã se fundamenta na revelação divina, seu livro texto é a Bíblia e a sua ocupação é o ensino sistemático e contínuo das doutrinas bíblicas (Mt 28.20; At 15.35; Cl 1.28, 2 Tm 2.2).

2- Objetivos da Educação Cristã.

O Senhor Jesus confiou à Igreja a tarefa da Grande Comissão (Mt 28.19,20; Mc 16.15). Trata-se de uma ordenança proclamadora e de um mandato educacional. É responsabilidade dos discípulos de Cristo evangelizar e ensinar (1 Tm 4.13; 2 Tm 4.2). Nesse aspecto, a Escola Dominical desempenha com excelência o papel de agência educadora, porque evangeliza enquanto ensina, atendendo os dois lados da ordem de Jesus.

Nessa compreensão, o saudoso teólogo Antonio Gilberto enfatizava que são três os principais objetivos da Educação Cristã:

(a) Ganhar almas para Jesus (2 Co 12.15);

(b) Desenvolver a espiritualidade e o caráter cristão (Gl 5.22); e

(c) Treinar o cristão para o serviço do Mestre (2 Tm 2.15).

3- A capacitação dos alunos.

Capacitar significa “tornar capaz”, “preparar” e “qualificar”. Na Educação Cristã, o processo de desenvolvimento do caráter e habilitação do cristão para servir no Reino de Deus acontece por meio do estudo acurado da Bíblia. Desse modo, os alunos são formados não apenas como leitores do texto bíblico, mas qualificados ao exame minucioso das Escrituras (At 17.10,11). Essa meta somente pode ser atingida por meio da leitura diária das Escrituras Sagradas (Sl 1.1,2), sob a iluminação do Espírito Santo (Ef 1.17,18), e da aplicação dos princípios hermenêuticos, tais como, as regras gramaticais e o contexto histórico e literário (1 Ts 5.21).

III – É PRECISO LER A BÍBLIA DIARIAMENTE

1- A leitura e a disciplina cristã.

A disciplina tem relação com “castigo” e “punição”, mas também significa “ordem” e “obediência às regras”. O termo “discípulo” está relacionado com a “disciplina” e, por isso, todo o autêntico discípulo é disciplinado. Assim, em termos gerais, o zelo espiritual de um discípulo de Cristo repousa na prática das disciplinas cristãs. Dentre elas, estão a oração, a leitura da Bíblia e o jejum. A disciplina não é um meio de salvação, mas por meio dela conhecemos a perfeita vontade de Deus (Rm 12.1,2). A disciplina cristã requer regularidade e prioridade na busca da santificação (Rm 6.22). Portanto, a leitura bíblica, por exemplo, deve ser diária (Sl 119.97; 1Tm 4.13).

2- A leitura e o aprendizado.

O aprendizado é parte intrínseca de um discípulo. Isso porque “discípulo” significa literalmente “aprendiz”. Uma máxima pedagógica afirma que “ler é aprender”. Desse modo, por meio da leitura da Bíblia aprendemos acerca de Deus e de seu plano de salvação (Rm 1.2-4). Esse aprendizado orienta o discípulo a tornar-se parecido com Cristo (Ef 4.13). Por isso, o aprendizado deve ultrapassar a teoria e ser aplicado na vida diária. Paulo repreende os “que aprendem sempre e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade” (2 Tm 3.7). Por essa razão, o apóstolo adverte a Timóteo a observar o aprendizado bíblico que o faria sábio para a salvação, pela fé em Cristo Jesus (2 Tm 3.14,15).

3- A leitura e o devocional.

Um dos aspectos da adoração é o culto devocional (Jo 4.23,24). Não se refere ao culto público que prestamos a Deus no templo, nem ao culto doméstico em família, mas aquele praticado de forma individual (Sl 55.17). Inclui a oração, o louvor e a leitura bíblica. Essa atividade fortalece a comunhão com Deus (Sl 119.11,15,24). O devocional é também uma oportunidade para o estudo sistemático/indutivo das Escrituras, que, por ação do Espírito Santo, abre o nosso entendimento (Jo 14.26). O conhecimento bíblico ainda pode ser aprimorado por meio de pesquisas em periódicos como a nossa Declaração de Fé, que expressa a ortodoxia pentecostal (Jd 1.3).

A Educação Cristã fundamenta o seu currículo na inspirada, inerrante e infalível Palavra de Deus, a Bíblia.

Seus principais objetivos são ganhar almas, desenvolver o caráter e preparar o salvo para o serviço cristão.

Nesse propósito, seus alunos são instruídos à leitura e ao estudo da Bíblia e, sobretudo, a pautar suas vidas na autoridade suprema das Escrituras Sagradas. Aleluia!

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