Valores Cristãos

Lição 7

Ética Cristã e Doação de Órgãos

A doação de órgãos é um ato de dar que raramente envolve risco para o doador, mas que pode servir para beneficiar grandemente o receptor.

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Lições bíblicas adultos
2º trimestre 2018
Valores Cristãos
Enfrentando as questões morais de nosso tempo
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O que a Biblia diz sobre a doação de orgãos

Jesus Cristo o maior doador de órgãos, nada mais é do que um enfrentamento, diante das necessidades de muitas pessoas em relação ao dilema! Tudo vai bem e de repente, você se encontra em uma fila, aguardando um "doador" compatível, para que possa ter uma chance de viver com qualidade de vida! Já pensou nisso? Quanta custa um rim? Eu diria que todo o dinheiro do mundo não paga! Alguns o oferece em um "mercado negro' por todo preço inimaginável, pois é! Existe mundo lá fora! Digo isso porque muitas pessoas fantasiam essa situação, ignorando a necessidade dos seres humanos, que convivem com tal deficiência.

O transplante de órgãos e tecidos visa a garantir a dignidade da pessoa humana mitigada pelo surgimento de certas doenças.

 A indisponibilidade do corpo humano e da integridade física da pessoa torna a doação de órgãos e de partes do corpo exceção a regra. 

A doação de órgãos e de partes do corpo é tema de grande importância em razão do seu alcance social. A União Européia, preocupada com a escassez de órgãos, criou uma série de medidas para seus países membros, visando, inclusive, a conscientizar os cidadãos da importância da doação. 

A informação é de extrema relevância. O Brasil, preocupado com a falta de doadores, tentou por meio da Lei n. 9.434/97 impor a doação presumida – as pessoas que não quisessem ser doadoras deveriam manifestar isso em vida – obtendo como resultado o contrário no BRASIL. Lei nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997.

Dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências. 

Doação de órgãos e partes do corpo 147 do esperado: menos doadores em virtude do medo e da falta de informação. Foi necessário alterar o artigo 4º da citada Lei e acabar com a doação presumida, restabelecendo o modelo do consentimento. 

No Brasil é expressamente proibido o lucro pela doação seja de sêmen, sangue, óvulo ou órgãos, para justamente evitar que pessoas arrisquem sua vida ganhando dinheiro a custa da fragilidade alheia ou que escondam informações importantes de seu histórico médico com receio de serem recusados.

Por outro giro, ao mesmo tempo em que a evolução da ciência médica tornou possível o congelamento de sêmen e óvulo, trouxe questões importantes a serem respondidas a respeito do comportamento ético e moral do ser humano no tocante a manipulação genética.

Ø Argumentação contrária à doação de sangue.      

Existem determinados grupos religiosos que se baseiam em Levítico 17.14 e Atos 15.28, que proíbem de comer sangue de animais, entendendo que recebê-lo, mesmo que por via endovenosa, equivale a ingeri-lo.                                  

 Evangélicos entendem que o homem não deve comer, ou seja, se alimentar, com o sangue dos animais. Por isso, apenas animais que foram abatidos por sufocamento, cujo sangue permanece na carne, não devem ser ingeridos. Os textos em questão não fazem qualquer menção a cirurgias ou transfusões, ainda mais porque tais procedimentos não eram conhecidos nos tempos bíblicos. 

Creio que para se salvar uma vida tudo deve ser feito e sem questionamentos desnecessários devido à urgência, tomando-se o devido cuidado, pois alimentação é uma coisa, vida humana é outra bem mais importante; então entre a vida e a morte devemos escolher salvar a vida. 

 Todo brasileiro que não declarar em sua carteira de identidade que não quer ser doador passa a ser um doador automaticamente sem precisar de autorização de quem quer que seja, segundo a lei 9.434 de 04/02/1997.

A doação de órgãos é um procedimento médico moderno que não é  especificamente mencionado na Bíblia. Algumas pessoas se opõem   a ele simplesmente porque é “novo” e “diferente”, mas esta não é a   base correta para julgar a questão. Deus deu ao homem a capacidade de pensar e inventar (Gn 4:20-22), e nunca condenou o progresso tecnológico em si.

ØO que é transplante?

 É um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas…) de uma pessoa doente (RECEPTOR) por outro órgão ou tecido normal de um DOADOR, vivo ou morto. O transplante é um tratamento que pode salvar e/ou melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas. 

 ØQuem pode e quem não pode ser doador?

A doação pressupõe critérios mínimos de seleção. Idade, o diagnóstico que levou à morte clínica e tipo sangüíneo são itens estudados do provável doador para saber se há receptor compatível. Não existe restrição absoluta à doação de órgãos a não ser para aidéticos e pessoas com doenças infecciosas ativas. Em geral, fumantes não são doadores de pulmão.

As discussões religiosas sobre doação de órgãos humanos para transplante dependem bastante de cada grupo religioso. Daí, poderíamos discutir, sobre o que pensam os cristãos católicos, os cristãos evangélicos, os espíritas, os budistas e outros.

O homem pode usar sua capacidade imaginativa para o mal. Quando o faz, é condenado por Deus (Gn 6:5).  Mas ele também pode usar esta capacidade para o bem, como pode ser claramente visto em muitos modos de transporte que podem ser usados para espalhar o evangelho, sejam barcos ou carros da era do Novo Testamento, quer bicicletas, automóveis e aviões de nosso tempo.

Desde que e Bíblia não fala especificamente da doação de órgãos, precisamos aplicar os princípios que o Senhor ensina para julgar este método moderno de salvar vidas. Doar para o benefício de outros é sempre bom (At 20:35). Arriscar ou mesmo sacrificar a própria vida para salvar outra é visto como o mais elevado ato de amor (Jo 15:13)

A doação de órgãos é um ato de dar que raramente envolve risco para o doador, mas que pode servir para beneficiar grandemente o receptor. Em raros casos, uma pessoa viva pode ser chamada a doar um de um par de órgãos, ou tecido parcial de um órgão sadio para salvar a vida de um parente próximo. Se a doação do próprio braço direito ou o rim direito salvar a vida de seu filho, qual o pai amoroso que se recusaria? A forma da doação que é mais comum é usar o órgão de uma pessoa falecida para salvar ou melhorar a vida de uma pessoa viva. 

Um acidente de carro pode tirar a vida de um homem saudável cujo coração, fígado e outros órgãos podem ser usados para salvar vidas de outros. A decisão, enquanto vivo e saudável, de permitir tal doação é um ato de bondade e amor que beneficia um receptor desconhecido.

 O órgão que já não serve mais para a pessoa morta pode permitir a uma jovem mãe cuidar de seus próprios filhos, ou a uma criancinha chegar à idade adulta. Se, no fim de minha vida, meu coração puder bater em outro eito ou meus olhos puderem permitir a outro ver, que essa abençoada pessoa agradeça a Deus que deu ao homem a inteligência para desenvolver novos meios de salvar vidas.

A Bíblia nos diz que o sangue é vida, e que JESUS deu a sua VIDA por nós.Está escrito em JOÃO-15:13 (ninguém tem maior amor do que este:de dar alguém a sua vida pelos amigos).Sei que a bíblia não fala sobre órgãos,mas, se houvesse a necessidade de JESUS entregar um dos seus órgãos para nos salvar, acha que ele não entregaria? Saiba o seguinte: é a nossa alma que tem que prestar contas à DEUS. O nosso corpo volta pro pó. Como está escrito: ( AO HOMEM ESTÁ ORDENADO MORRER EM UMA VEZ VINDO DEPOIS DISSO O JUÍZO) Hebreus 9:27.

As idéias das Testemunhas de Jeová que tentam associar doação de sangue à proibição bíblica que proíbe beber sangue é pura bobagem. Ninguém bebe o sangue quando recebe uma transfusão. Aparentemente os membros dessa religião podem aceitar transplantes desde que a cirurgia seja sem transfusão. Oras, já viu algum órgão sem sangue? O fígado é praticamente uma esponja embebida de sangue. A proibição bíblia foi no sentido de se beber sangue de animais, prática comum entre povos pagãos, por isso não é correto para o cristão comer alguns alimentos em cuja preparação é usado o sangue.

Boa parte de nosso corpo está sendo “doada” o tempo todo, consumida por bactérias outros microorganismos. Nossa pele está sendo comida o tempo todo por milhões de ácaros. Nossos cabelos vão ficando por aí, nossas unhas também, e pele então, nem precisa falar. Cada célula de nosso corpo vai sendo substituída ao longo da vida por outra nova e, no fim, acabamos servindo de antepasto para os vermes. Acho que se, antes disso, usarmos nosso corpo para beneficiar alguém, estaríamos agindo conforme o sentido do amor ensinado pelo Senhor.

“Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é necessário auxiliar os enfermos, e recordar as palavras do Senhor Jesus, que disse: Mais bem-aventurada coisa é dar do que receber.” Atos 20:35

A preocupação com a ressurreição faz com que alguns evitem doar ou receber órgãos. Digamos que eu receba o coração de alguém que morreu e aí vem a ressurreição. Com quem fica aquele coração? Bem, o corpo que temos agora não vai entrar no céu, mas será transformado em um corpo novo. De uma forma ou de outra, ele vai desaparecer neste estado atual, seja pela morte e deterioração, seja pela ressurreição. Assim, um amputado ressuscitará com um corpo perfeito e completo.

Alguém que nasceu sem seus membros ressuscitará completo também. De onde vieram aqueles membros que ele não tinha? Aplique a mesma idéia para quem doou seus membros.

Obviamente, como tudo mais, por não se tratar de algo explicitamente determinado na Palavra de Deus como certo ou errado, o cristão deve ter um exercício de buscar saber qual a vontade do Senhor para sua situação específica e pedir por sabedoria para decidir. A Bíblia não é um livro de regras (como foi para o judeu o Antigo Testamento) do tipo faça isso, não faça aquilo. Se fosse, o cristão não precisaria do Espírito Santo e do discernimento que ele dá. Por exemplo, eu nunca vou encontrar na Bíblia a resposta para saber se posso ou não obturar um dente, usar computadores ou viajar de avião.

“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente.”Tiago 1:5

 Com a Lei n.º 9.434 de 04/02/97, que trata da DOAÇÃO PRESUMIDA DE ÓRGÃOS, para fins de transplante, somos forçados a declarar em nossas Carteiras de Identidade e Carteira Nacional de Habilitação a nossa decisão quanto o ser ou não doadores de órgãos e tecidos.

ØPreocupações éticas e religiosas.

A doação de órgãos e tecidos é vista por grande parte da humanidade como um ato de solidariedade e caridade, até com expectativa de, quem sabe…, uma retribuição com bênçãos no além.

Decisões importantes incluem nossos princípios e valores, muitos dos quais são mais apreendidos, do que compreendidos.

Esses princípios afetam nosso ponto de vista de vida e morte e conceitos fundamentais como significado de fé, relacionamento e honra.

Prepare sua mente com antecipação, se possível, especialmente em termos de textos, conceitos e princípios bíblicos que irão orientar suas decisões. Conte mais com a possibilidade de conflitos do que de respostas prontas. Lembre-se, porém, de que, embora alternativas aceitáveis pelas idéias correntes no mundo possam não ser aceitáveis pelo pensamento cristão, a maioria das alternativas cristãs se enquadra nos parâmetros de aceitação do mundo.

O tema analisado parece simples, mas vemos, facilmente, que ele gera desgastante conflito. Tanto assim que o Governo, ouvindo o reclamo geral da população quanto a uma interferência em assunto tão melindroso, decidiu acatar a orientação médica concernente à palavra da família do falecido quando este não tenha feito em vida em declaração documental.

ØTentativa de análise.

Se o crente resolver dar atenção às Escrituras Sagradas sobre o que ela fala relativamente ao corpo humano, há de ficar em embaraço, ante a opinião da grande maioria à sua volta, e às suas possíveis convicções próprias.

 a) Comiseração – Existe a afirmativa: Jesus deu a sua vida para nos salvar, portanto, também, podemos salvar alguém dando nossos órgãos. É verdade, em parte, pois nem de longe é possível comparar a obra vicária de Jesus que consistiu na salvação do homem integral: espírito, corpo e alma.

Há quem pergunte: e se fosse você ou seu filho o necessitado de um órgão, qual seria a sua atitude? Deixemos claro que esta abordagem não tem necessariamente a resposta para o problema. É uma abordagem envolvendo, também, um prisma religioso.

Poderia, ademais, ser feita a seguinte pergunta: você dá sua vida ou a vida do seu filho por Jesus Cristo? Certamente que tudo dependeria do grau de fé e convicção de cada um.

b) Espiritualidade – Entendemos, por convicção religiosa, com todo respeito, que órgão não regenerativo não deveria ser doado, pois que, o homem, mesmo morto, tem vínculos enigmáticos. O homem morto não é como cão ou a galinha, etc… Parece que os antigos sabiam mais sobre isto do que nós dando ordens póstumas na esperança do viver futuro, Gn 50: 24-26.

O mundo e suas forças espirituais, sem dúvida, têm trabalhado para fazer do homem um ser desatento espiritualmente quanto ao corpo físico, igualando o corpo humano ao de um animal qualquer, valorizando, somente, o aqui e o agora e, mesmo assim, produzindo, a cada dia, meio de degradação tanto biológica quanto espiritual.

 O apóstolo Paulo afirma com veemência que o corpo do crente é templo do Espírito Santo, 1 Co 3: 16, constituindo uma oferta de movimento ao Senhor Deus, Êx 29: 24 e Rm 12: 1.

c) Aspectos éticos – Que fazer ante o clamor de um moribundo necessitado de um órgão para sua sobrevivência? Disse-me alguém: após a minha morte podem fazer de mim o que quiserem. Concordo. O que outros fazem comigo após a morte é uma coisa. Outra sou eu decidir. E o que vale para Deus é sempre o que eu decido hoje, sendo eu uma pessoa de convicções firmadas nas Escrituras Sagradas.

Há o chamamento para o texto de João 6: 63: “O Espírito é o que vivifica a carne para nada aproveita”. Ora, é obvio que Jesus não estava autorizando a comiseração do corpo, visto que ele mesmo zelou muito bem do seu próprio corpo, como não poderia deixar de ser, pois ele era detentor da plenitude do Espírito Santo. Temos que atinar para o contexto geral do ensino de Jesus.

d) A questão da ressurreição – Deparamos na Bíblia com a doutrina da ressurreição. Ela é fundamental no conjunto do ensino cristão. O Senhor Jesus, ressurgiu dentre os mortos e trouxe consigo as marcas eternas que o homem lhe fizera. Gostaríamos muito de ter a certeza de que tais marcas, constituem apenas um referencial de lembrança relativamente ao sacrifício de Cristo pela humanidade ou se as marcas expostas pelo Senhor Jesus seriam estigmas irreversíveis produzidas, primeiro no corpo humano do Salvador, oriundas da decisão de entrega. Sei que esta abordagem poderá servir de galhofa para alguns e até poderão achá-la ridícula. Afinal, o futuro a Deus pertence.

 Prefiro não doar os meus, mas não critico, absolutamente, quem decide a favor. Afinal, decisão é decisão e que Deus tenha misericórdia de nós.

Por: Jânio Santos de Oliveira

Presbítero e professor de teologia da Igreja Assembléia de Deus Taquara – Duque de Caxias – RJ

Fonte: oprofjanioresponde.blogspot.com.br

 

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